A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, neste sábado (07/03), o monumento em homenagem ao cineasta Cacá Diegues (1940–2025), no Largo da Flora, no Alto da Boa Vista. A iniciativa eterniza a trajetória de um dos maiores nomes do cinema brasileiro, imortal da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, um ano após o seu falecimento.
A estátua foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes, ao lado da viúva do cineasta, Renata Magalhães. Também participaram da inauguração personalidades como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Miriam Leitão, Betty Faria e Toni Garrido.
– Nós estamos homenageando um grande brasileiro, o homem que revolucionou o cinema brasileiro. Ele entendeu que o cinema tem o lado do entretenimento, do lazer, mas também tem um papel fundamental que a arte e a cultura nos trazem, que é a reflexão sobre a sociedade, a crítica social. Era um grande carioca, apaixonado por essa cidade. Morou muitos anos da sua vida neste bairro. E não tinha lugar melhor, onde ele gostaria de estar para toda a eternidade. Cacá Digues vive – disse o prefeito.
Fundador do Cinema Novo ao lado de nomes como Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade, Cacá Diegues construiu uma filmografia com mais de 20 longas-metragens de projeção internacional, entre eles “Xica da Silva”, “Bye Bye Brasil”, “Quilombo” e “Deus é Brasileiro”.
– É uma homenagem merecidíssima. Acho que o Cacá não só é um dos fundadores do cinema moderno brasileiro, mas também um adorador do Brasil. Da cultura brasileira. Um cara que achava que o Brasil vale a pena mesmo não sendo fácil. Ele está aqui no portal de uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Floresta da Tijuca, em uma encruzilhada. Mais uma vez, ele virou referência. Ele é uma referência eterna – disse Renata, com quem Cacá foi casado por mais de 40 anos.
Segundo a Secretaria de Conservação, a escultura em bronze retrata o artista em tamanho original ao lado de uma cadeira de cineasta. Executada pelo artista Mário Pitanguy, a obra está localizada na Estrada da Gávea Pequena, perto de onde o cineasta morou.
– Uma cidade sem memórias é uma cidade morta. Celebrar Cacá Diegues é preservar a história cultural do Rio e do Brasil -, afirma o secretário de Conservação, Diego Vaz.
Nos últimos quatro anos, foram inauguradas dez estátuas de valor artístico e cultural para cidade, como Aldir Blanc, Herbert de Souza (Betinho), o também cineasta Breno Silveira, Marielle Franco e Zico, além do navegador russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen e o poeta do Cazaquistão Abai Qūnanbaiūly. Este ano, estão previstas inaugurações em homenagem a Martinho da Vila e Tata Tancredo.
